28.11.07

Até à última vírgula deste parágrafo posso afirmar que me tenho esforçado bastante por cumprir

As a writer, I need an enormous amount of time alone. Writing is 90 percent procrastination: reading magazines, eating cereal out of the box, watching infomercials. It's a matter of doing everything you can to avoid writing, until it is about four in the morning and you reach the point where you have to write.

Paul Rudnick

20.11.07

11.11.07

Análise séria e racional à exibição do Sporting (agora é que é)


Não jogámos um caralho!

Análise séria e racional à exibição do Sporting


O Paulo Bento tem cabelinho à foda-se.

E já agora, o significado de vou ouvir Antony & The Johnsons a noite toda?

Pois eu, ser infeliz, descobri hoje o significado de todas elas... E o pior é que quando começar a cantar, de lágrima no olho e goela aberta, hope there's someone who'll take care of me when I die, terei desde logo que aceitar que esse someone não será certamente um funcionário do Sporting.

E da expressão apetece-me cortar os pulsos?

Conhecem o verdadeiro significado da palavra HECATOMBE?

Sporting de Braga 3 - 0 Sporting

Ena pá, ena pá, ena pá, ena pá! Acho que larguei uma gotinha! (2)

Finalmente posso dizer que faço parte de qualquer coisa! É verdade, meus fiéis seguidores - mãe, pai, avó e irmãos, sim, todos vós! Depois de recusar inúmeros convites para coisas incrivelmente sérias e para as quais não estaria obviamente talhado, eis que me lançaram um repto que exige pouco esforço e dose zero de responsabilidade. O Daedalus, rapaz que aprendeu a ler com Júlio Verne, que leu mais livros nesta semana do que eu em toda a minha vida, e principal responsável pelas minhas consultas ao dicionário - já agora, para completar a descrição, que usa e abusa da finta curta e tem cabelo à João Vieira Pinto -, passou-me uma "bonita corrente" da blogosfera, que consiste em escolher o livro que tenho mais à mão, abri-lo na página 161 e transcrever a 5ª frase. Oh Professor O., mas porquê o livro mais à mão, na página 161 e a quinta frase?, perguntam-me em coro as 3 pessoas mais curiosas. Ora, meus caros amigos, porque sim!, que é que isso interessa? O que sei é que a partir de agora, quando mencionarem o Professor O. - esse ser mítico que aprendeu a ler com o record e que joga futebol ao som de Joanna Newsom -, para além de toda a graxa normalmente necessária para captarem a minha atenção, terão de acrescentar aquele que faz parte de um grupo de pessoas que participou numa bonita corrente da blogosfera, num tom que enfatize devidamente toda a óbvia importância que algo assim tem. É verdade, confesso, desde que fiquei em 2º lugar do concurso de Legos da loja Guiduxa, no Centro Comercial do Bonfim, em Setúbal, em 1987, e no 3º do Regional de Judo disputado no Pinhal Novo em 1994, entre 4 concorrentes - atentem ao rigor factual - que não me sentia assim. Mas adiante! Quis o destino que o livro mais à mão não fosse o Bloco de Notas, de Lazlo Boloni, como seria desejável, mas sim o Que farei quando tudo arde?, de Lobo Antunes, primeiro da estante e excelente exemplar para dar uma de intelectual. Mas depois pensei 'Pera lá, Lobo Antunes?... 'tou fodido!, e não me enganei. Abro o livro na página 161 e, como seria de esperar, não existe sequer uma quinta frase nessa página. Na verdade, a página 161 continua uma frase que começa na página 145, início do capítulo, e que acaba na página 164, fim do mesmo - mas isso já eu sabia! Ainda assim, dou-me ao trabalho de contar as frases, que consiste absurdamente em contar capítulos, e chego à triste conclusão que a quinta frase da página 161 vem na página 223. Ora, como não quero torturar ninguém com as mesmas coisas com que me torturo, vou poupar-vos à transcrição completa de 20 páginas de Lobo Antunes e escolher um trechozito ao calhas:

(...) comprei anjinhos de porcelana para que esvoaçassem na cómoda e a minha mulher

não vais acreditar mas comprou anjinhos de porcelana para que esvoaçassem na cómoda Pilar

a Pilar incrédula

seja quem for incrédulo

- que horror (...)

Estas palavras dir-me-ão certamente muito sobre o momento que estou a atravessar na minha vida, mas não sei bem porquê. De qualquer maneira, posso garantir-vos que agora me sinto um bocadinho mais feliz - mas isso talvez se deva ao que fumei antes de escrever este post. Passo esta bonita corrente ao Paulo Bento (que citará o livro de tácticas de João Alves), ao Pedro Barbosa (que citará Sócrates, o jogador), ao Moutinho (Foucault e Derrida), Miguel Veloso (Pirlo - A minha história), Fernando Santos (Paulo Coelho - Nas margens do rio piedra eu sentei e chorei), Soares Franco (João Ubaldo Ribeiro - A casa dos budas ditosos, ou Paula Bobone), Pinto da Costa (Mario Puzo), e Luís Filipe Vieira (Um livro!?!?).

4.11.07

Ahhhh, a TVI...mãe de (quase) todos os programas imbecis!

Nota de introdução (ou de rodacabeça): só foi possível escrever este post porque arranjei - heroicamente, para os meus padrões de exigência - o comando da televisão utilizando apenas cola e papel de aluminio.

Um dia, um qualquer criativo de televisão pensou assim enquanto coçava o rabo após acordar: que reality show é que se pode inventar que provoque ainda mais stress entre concorrentes do que o big brother (que tem pessoas normais), a quinta das celebridades (que tem pessoas pouco famosas a precisarem desesperadamente de mais atenção), não-sei-quem-o/a milionário/a (que tem vários cães ou cadelas a lutar pelo mesmo osso), ou a bela e o mestre (que tem umas meninas engraçadas e uns gajos que não vêem tal especimen desde 1900 e tal)? Ora, após a bela coçadela o criativo olhou para o lado e viu a mulher toda desgrenhada ainda a dormir, e foi aí que se deu o momento de epifania: Cantando e Dançando por um Casamento de Sonho (sim, é mesmo este o título)! Esqueçam a atitude cínica do criativo, ele é só um ser humano como o José Eduardo Moniz. O conceito, sim, é algo que deverá perdurar na memória! Conseguem imaginar algo mais bélico que uma disputa entre noivas histéricas alimentadas a contos de fadas na infância e noivos a garantirem desde logo que participarão na sequela Bebendo Álcool e Tomando Comprimidos por um Divórcio Rápido? Eu também não.

Comunicado Oficial

Procura-se, morto ou vivo, o autor deste blog. A última vez que foi visto tinha um corte de cabelo igual ao do Paulo Bento, barba de 15 dias com aspecto de 3, equipamento do Sporting vestido a rigor, e deambulava pelas ruas com olhar vago e perdido. Suspeita-se que tenha sido raptado pela Sporting Sad para violenta tortura psicológica, incluindo peladinhas nos treinos de 5 para 5 na equipa de Farnerud, Paredes, Gladstone e Tiago (a jogar a avançado). Se tiver alguma informação sobre o paradeiro desta possível vítima de atentado futebolístico, por favor contacte as autoridades competentes.

23.10.07

Estou fod***, a sério que estou.



Roma 2, Sporting 1. Porca miseria.


P.S. - E o Abel já ia para o Benfica, não?

22.10.07

Fico fod***, a sério que fico.

Se o Sporting não ganhar amanhã em roma, vou ter de tomar medidas drásticas e começar a dizer mal da equipa, coisa que vai contra os meus mais elementares princípios religiosos. E a religião aqui não serve de alusão ao Fátima, não esperem ouvir-me como a 153452ª pessoa a usar a expressão o milagre de... - isso seria ainda mais desinspirado do que o registo habitual deste pseudoblogue. O único milagre que aconteceu no sábado, tanto quanto sei, foi o Celsinho ter jogado a titular. Quem esperava do Ronaldinho do Icarajuandé (ou algo parecido) uma panóplia de elásticos, cabritos, rodas e outras habilidades de circo, teve de se contentar com 5 ou 6 passes mal amanhados ao alcance de um qualquer Fernando Aguiar. Quanto ao restante Sporting B, já deu para perceber que Had é, na verdade, o Chase de Dr House; que Gladstone tem parecenças com o Pepe (tipo cabelo rapado e assim), mas joga como o Hugo; que Farnerud, qual fenómeno sobrenatural, acabará por evaporar-se; que está na hora de Paredes se juntar a Danny Trejo em Hollywood; que Tiago é uma excelente opção para aquecer o banco; e que Purovic tem uma mão a mais do que deveria e dois pés a menos - mas é por essas e por outras que existe um Extreme Makeover no People & Arts.

Amanhã, em Roma, não vai dar para brincar mais ao futebol. É altura de deixar o recreio da Academia e entrar de vez na vida adulta. Não estou para me sentar no café a emborcar finos em catadupa para depois acabar a chorar agarrado à almofada. E muito menos para começar a dizer, tão cedo ainda, para o ano é que é. Isso é que não!

18.10.07

Consultório Musical (por esses balcãs fora)






Beirut - Gulag Orkestar

Consultório Musical (sobre orientação sexual)






Kaki King - Gay Sons of Lesbian Mothers

11.10.07

Alguém conhece um programazinho mais boa onda...


...do que o Miami Ink, no People & Arts?

Consultório Musical (sobre a história da música, em breves capítulos não ilustrados)

I. No princípio existia o nada. Depois surgiram os Radiohead, lá para 1993. Com o primeiro álbum, Pablo Honey, ninguém no seu perfeito juízo apostaria no futuro de um espécie de one-hit wonder algures entre a britpop e um grunge mal amanhado, que cantava dores de amor e angústias existenciais pouco mais do que adolescentes. No entanto, uma ou outra música perdida lá no meio (e no fim, também) poderiam apontar um futuro diferente, menos previsível, mais experimental e progressivo. O one-hit wonder foi, obviamente, Creep, mas a preferida aqui do Professor O. - alter-ego que fala de si na 3ª pessoa e que sabe destas coisas - é Blow Out.


II. Lá para 1995, e apenas à segunda tentativa - que toda a gente sabe que é a mais difícil na música -, ultrapassaram as previsões mais optimistas e apresentaram um álbum pouco menos do que fenomenal, de seu nome The Bends. Aqui, a britpop dava lugar à dreampop e o grunge transformava-se num rock inovador, mais arriscado. As letras abandonavam o estilo angústia existencial adolescente e passavam a angústia existencial adulta - e acima de tudo bem mais poética. Planet Telex, High & Dry, Fake Plastic Trees, Nice Dream, Just, Bullet Proof...I Wish I Was, Street Spirit, é sempre a aviar...


III. Em 1997, quando a angústia existencial ganhou alguma consciência política, e o som, já característico, se cruzou com uma electrónica imaginativa mas nunca excessiva, os Radiohead presentearam os anos 90 com OK Computer, álbum que ficaria para a posteridade como o maior marco musical da década no seu género, e sem qualquer exagero. Expressões como queremos que este álbum seja o nosso OK Computer, ou gostávamos de fazer algo como o OK Computer, tornaram-se recorrentes entre membros de outras bandas em entrevistas por este planeta fora. Se existe alma neste mundo que nunca ouviu Airbag, Paranoid Android, Subterranean Homesick Alien, Exit Music (For A Film), Let Down, Karma Police, Fitter Happier, Electioneering, Climbing Up The Walls, No Surprises, Lucky ou The Tourist - sim, o álbum todo dito assim de enfiada e sem recurso a cábula - então é tempo de fazer uma reavaliação à sua vida e pensar, sinceramente, se deveria continuar.


IV. De créditos já firmados, os Radiohead decidem contrariar a confortável lógica e editar em 2000 o álbum Kid A, no qual a electrónica, sem nunca deixar de ser minimalista, assume um papel principal. As letras são reduzidas ao mínimo essencial, em extensão e em sentido, e tudo o que se ouve por aqui leva-nos à contemplação de um universo futurista, angustiante, alucinado. É, porventura, o álbum mais díficil de Radiohead, especialmente para quem esperava ouvir um Ok Computer 2. No entanto, é também o mais conceptual e cinematográfico e, talvez por isso, o que melhor se ouve de olhos fechados e phones nos ouvidos, da primeira à última música. Se mesmo assim precisam de referências, ouçam Everything In Its Right Place, The National Anthem, a sequência Optimistic-In Limbo, Idioteque, Morning Bell e Motion Picture Soundtrack.


V. Logo de seguida, em 2001, a banda decide lançar Amnesiac, um álbum de canções gravadas ao mesmo tempo das de Kid A, mas que por uma ou outra razão - talvez por se afastarem daquele registo minimalista - ficaram fora desse álbum. Os Radiohead sempre se recusaram a catalogar este trabalho como um disco de lados B, e em certa parte compreende-se: se isto são os lado B de Radiohead, então os Radiohead B também fariam parte das nossas bandas preferidas. Momentos sublimes como Pyramid Song, Knives Out, ou Life In A Glasshouse seriam, provavelmente, as melhores músicas de muitas outras bandas já consagradas, mas quando a bitola está tão alta... No mesmo ano lançaram ainda o álbum ao vivo I Might Be Wrong, que basicamente serviu para que tristes pessoas como eu - que nunca os tinha visto ao vivo, a cores e a sons - pudessem ter um cheirinho da coisa (problema entretanto resolvido).


VI. Chegados a 2003, os Radiohead são uma banda que já nada tem a provar, e mesmo editando um excepcional Hail To The Thief, já não conseguem surpreender. E as razões são simples: o facto de o terem feito em cada álbum anterior afastou a possibilidade de uma nova surpresa, além de que já toda a gente esperava que o nível se mantivesse alt(íssim)o. Ainda assim, 2+2=5, Sit Down. Stand Up, Sail To The Moon, We Suck Young Blood, I Will, A Punchup At a Wedding, Scatterbrain e A Wolf At The Door são puro deleite para os ouvidos. A posição de Radiohead no panorama musical já não tem grande discussão, quer entre público minimamente informado, quer entre pares: são os maiores!


VII. O ano é 2007. Os Radiohead acabam de gravar novo álbum, In Rainbows, mas não têm editora. Não há crise, põe-se na net para download ao preço que se quiser (inclusivé zero), que é uma atitude bonita e não desilude ninguém - excepto as editoras que ficaram a chuchar no dedo. Apesar de já o ter sacado, só ouvi 3 músicas, pelo que ainda é cedo para fazer qualquer tipo de observação. Para os que já começam a ter opinião formada, façam o favor de partilhar de modo a encerrar este capítulo. A minha aposta vai para mais um álbum brilhante, mas futuramente subvalorizado pelas mesmas razões de Hail To The Thief - suponho que isso sejam apenas as agruras de todos os percursos de excelência, mas com isso podem bem as nossas vidas...

P.S. - Sim, gosto bastante de Radiohead e talvez este post esteja um bocadinho, mas só mesmo um bocadinho, exagerado.

9.10.07

Eu bem tento, mas não me deixam em paz...

Um leitor anónimo, devidamente (des)identificado e ao qual paguei duas bjecas, diz-me que a bola já voltou a rolar desde o último post e que portanto terei de escrever mais. Primeiro, deixem-me dizer-vos que se alguém me põe um comentário num post sobre futebol sem me chamar palerma ou qualquer coisa do género, então sinto que não estou a cumprir a minha missão. Sim, é verdade, eu tenho uma missão: eu sou principescamente pago pelo Carlos Freitas para converter toda a gente ao Sportinguismo e castigar os que não o fazem. Mas não seria preciso pagar, eu cumpriria de qualquer modo. Considerem-no um chamamento, se quiserem. Eu sou humilde o suficiente para me sentir como Jesus Cristo nestas coisas. Mas que poderei dizer eu sobre a actualidade do futebol indígena? Que o Porto lá vai ganhando miseravelmente e assim continuará? Que o Benfica parece uma coentrada de cebola, se tal conseguirem imaginar? E que o Sporting, apesar de jogar como um Ajax dos tempos do Cruijff, não ganha tantas vezes quanto deveria? Não, não vou por aí, até porque não seria verdade. O Porto, sei-o de fonte segura, está prestes a perder 8 jogos de seguida e o Benfica deixa um hálito pior. Quanto ao Sporting, tempos de glória virão, não sei se ainda na minha vida, mas continuarei sempre a acreditar. Em questões de fé, sei não damos hipótese: ganhamos sempre 10-0.

4.10.07

Se continuam assim ainda vão ter de aturar o Peseiro

Passada a fase de euforia, os encarnados começam a perceber que o regresso de Camacho à Luz não será o glorioso passeio que as previsões mais entusiastas poderiam indicar. E quem sou eu para julgar? Nestas coisas de previsões sou cada tiro, cada melro que acerto ao lado. De facto, sou de tal modo pouco perspicaz e intuitivo em relação a tudo e a todos - eu incluído -, que o facto de continuar a escrever enquanto desenvolvo este inútil raciocínio mergulha-me num profundo dilema existencial. Suponho que o benfiquista que acreditou piamente em Camacho se sinta na mesma situação: apetece continuar a acreditar no homem, isolando-o de todo o caos que tem sido o benfica, mas ao mesmo tempo começa a evidenciar-se que Camacho também não é Aquele treinador. Mas a ter culpa, em boa verdade, tem-na pouca. Quando o melhor jogador da equipa é alguém a quem um dia ousaram apelidar de Cebola, não há muito mais a fazer. A razão para tal apelido, reza a lenda, é o facto de fazer chorar os adversários com as suas fintas, o que me leva a supor que se o tivessem apelidado de Feijão Preto, seria por provocar brutais ataques de flatulência. Mas não é tudo! Lembrem-se que o Cebola era um jogador que estava na mesma situação de Bueno no PSG: primeiro sem jogar, depois sem o quererem, e por fim dispensado ao melhor estilo trata-lá-tu-de-arranjar-um-clube. Portanto, meus amigos benfiquistas, o caso é mesmo grave. Gravíssimo. Mas não pensem que fiquei feliz com a derrota do benfica, não sou desses. Por outro lado, também não faço parte dos ridiculamente patriotas. Sou mais do estilo interesseiro, puro e duro. Quero pontinhos para o ranking da Uefa e que o benfica se canse muito, nada mais. A única coisa que me deixa feliz por esta derrota é poder escrever um post e ver um qualquer imigrante ucraniano sobrequalificado, explorado até à exaustão por um qualquer patrão, enfrentar 6 milhões de portugueses - ou 20, como diria Adu - com um sorriso trocista nos lábios - e esta simpatia repentinamente revelada pela ucrânia e seus descendentes é só para mostrar que até tenho um coração. Quanto ao Porto, parabéns, do fundo do meu carácter interesseiro.

3.10.07

Bem vistas as coisas, isto foi quase como ganhar a própria Liga dos Campeões

O Sporting venceu o Dínamo de Kiev, fora, por 2-1. Sim, leram bem. Bem sei que é difícil de acreditar. O Sporting nos últimos tempos sofre tanto, mas tanto, tanto, para ganhar um pontinho que seja, que o facto de ter conseguido uma vitória histórica neste momento foi como se cada jogador tivesse feito três viagens de ida e volta a Fátima de joelhos, carregando aos ombros todo o peso de - por exemplo - um maldito 3-6 em Alvalade. Já têm uma ideia do sofrimento que foi? Ainda assim, lá conseguimos, com um golo de Polga - provavelmente, o melhor central do mundo e até de Portugal (sim, foi de propósito) - e outro de um tronco de madeira que apareceu na pequena área ucraniana. Se isto não roçou a improbabilidade...

P.S. - Polga, pela milésima vez, e Stojkovic, pela primeira, foram os melhores em campo.